Nome de Donald Trump removido do Kennedy Center

Nome de Donald Trump removido do Kennedy Center

Um juiz ordenou ao conselho de administração daquela sala de espetáculos que removesse qualquer referência "ao presidente Trump ou a qualquer pessoa que não fosse o presidente Kennedy" no próprio edifício, no site do Kennedy Center ou em qualquer marca registada.

Lusa /
Foto: Jonathan Ernst - Reuters

O nome de Donald Trump começou hoje de madrugada a ser removido da fachada da sala de espetáculos Kennedy Center, em Washington, nos Estados Unidos, noticiou hoje a agência Associated Press.

Os trabalhadores começaram a remover o nome do Presidente dos Estados Unidos horas depois do prazo estipulado por um tribunal na sexta-feira para a remoção das referências a Trump.

Na sexta-feira, foram erguidos andaimes à volta de uma secção do edifício que inclui o nome de Trump, mas pouco depois da meia-noite o Kennedy Center solicitou a um juiz a prorrogação do prazo até ao meio-dia (17:00 em Lisboa) de sábado, devido às tempestades que atingiram a região de Washington, causando atrasos.

No documento apresentado, o Kennedy Center garantiu que os "trabalhos de remoção estão em curso" e estariam "concluídos às primeiras horas da manhã".

Poucas horas depois, os operários começaram a cobrir os andaimes com lonas antes de iniciarem a remoção do nome de Trump e terão terminado o trabalho por volta das 03:30 da manhã, embora as lonas tenham permanecido no local, não sendo possível determinar se todas as letras tinham sido removidas.

Dezenas de pessoas passaram horas na sexta-feira na praça em frente ao Kennedy Center a tirar fotografias e, ocasionalmente, a gritar "tirem isto daqui!".

A deputada democrata do Ohio Joyce Beatty, membro do órgão que interpôs uma ação judicial para remover o nome de Trump do edifício, foi vista na praça.

O Kennedy Center retirou o nome de Donald Trump do seu site na segunda-feira, mas ainda não o tinha tirado do edifício.

O juiz tinha ordenado, a 29 de maio, ao conselho de administração daquela sala de espetáculos que removesse, no prazo de duas semanas, qualquer referência "ao presidente Trump ou a qualquer pessoa que não fosse o presidente Kennedy" no próprio edifício, no site do Kennedy Center ou em qualquer marca registada.  

Donald Trump reagiu anunciando que iria "trabalhar com o Congresso para lhe transferir" o controlo do Kennedy Center.

Ao início da tarde de sexta-feira, um juiz rejeitou um pedido para suspender o prazo.

A instituição recorreu da decisão, recurso que foi também negado na noite de sexta-feira.

Depois de ignorar o Kennedy Center durante grande parte do seu primeiro mandato, Trump exerceu uma enorme influência sobre o local desde o seu regresso ao poder.

Apenas um mês depois de ter assumido o cargo, destituiu a antiga administração do centro e substituiu-a por um conselho de curadores que o nomeou presidente e o nome de Trump foi adicionado ao edifício.

Na decisão que refere que só o Congresso poderia alterar o nome do Kennedy Center, o juiz distrital Christopher Cooper também impediu o governo de fechar o centro cultural e artístico para grandes renovações que estavam planeadas começar em julho e durar dois anos.

A administração do Kennedy Center argumentou no seu recurso de sexta-feira que a reforma era extremamente necessária e acusou o tribunal de primeira instância, em termos que pareciam semelhantes aos padrões de discurso de Trump, de interferir no processo.

"O Tribunal Distrital não nos está a permitir fechar o edifício para o reparar adequadamente, incluindo danos estruturais potencialmente fatais, como vigas e tetos da garagem enferrujados, que correm sérios riscos de desabar sobre as pessoas que estão por baixo", lê-se no recurso.

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